Tres meses sem ele

A FITA MÉTRICA DO AMOR - Martha Medeiros
postado por Ciça Bauer, quinta, 11 de agosto de 2011 às 00:04

Como se mede uma pessoa?
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.
Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu,
quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e
sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo,
quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa
justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais
 importante entre duas pessoas: a amizade.

 Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida,
quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha
junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se
coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam
dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

 
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um
relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas
semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas
suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor
que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser
ínfimo.

 
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam
e se encolhem aos nossos olhos.
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas
de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente,
se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

 
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa
grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
 

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